Convidado – Tárcio Santos
14 março, 2008 at 8:10 pm Emerson Rocha 4 comentários
O nosso blog estréia hoje um novo espaço. Toda semana, vamos trazer uma crônica de um convidado. Teremos a oportunidade de conhecer algumas histórias e textos de grandes profissionais da comunicação. Para inaugurar essa coluna, nada mais nada menos, que o jornalista Tárcio Santos. Com uma vida dedicada ao jornalismo e ao esporte, “Tatá”, como é conhecido entre os colegas, tem passagens em muitos veículos de comunicação do Rio e do Brasil. Seu ponto alto e mais duradouro foi na Rádio Nacional. Hoje, Tárcio Santos apresenta um programa na Rádio Roquette Pinto e é comentarista esportivo da Tamoio Sport Sat. Confira aí o que ele preparou, com exclusividade, para o EUNOGRAMADO:
A MAGIA DO RADIO
Talvez quem esteja lendo essas mal traçadas linhas não saiba, mas nesse ano de 2008 estão se completando 76 anos da primeira vez que uma emissora de rádio transmitiu uma partida de futebol. O autor da proeza foi Nicolau Tuma. A transmissão esportiva no Brasil é singular, e isso quem confirma são os profissionais que ao longo da carreira fizeram transmissões de todas as partes do mundo. O que se diz é que em nenhuma outra parte do mundo, a partida é transmitida de maneira tão vibrante como com nossos narradores.
Com eles o gol é mais gol, e ao longo do tempo alguns dos grandes mestres imortalizaram a forma de gritar o momento máximo do futebol. Ary Barroso, genial compositor de Aquarela do Brasil, e grande rubro-negro, criou em 1938 a famosa gaitinha com que saudava a desejada conquista. E se era obtida pelo Flamengo a gatinha era tocada ainda com mais intensidade. Jorge Curi, o grande narrador com passagens por Tupi, Nacional e Globo ficou conhecido pela extensão do grito de gol. Era preciso muito fôlego para chegar lá.
Com o tempo outros narradores criaram marcas pessoais para festejar o grande momento. José Cunha, ta lá; Luiz Penido, guardou e José Carlos Araújo, entrou. São marcas que a magia do rádio imortalizou, pois só através dessa caixinha de conversa as transmissões esportivas são especiais. Só através do radio uma partida medíocre se torna um grande clássico, e uma bola que passou longe da baliza, passa rente ao travessão. Essa é a magia do radio, e que não vai acabar nunca.
TÁRCIO SANTOS
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4 Comentários Add your own
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1.
Cláudio Tostes | 15 março, 2008 às 8:43 am
Eu peguei o tempo do Jorge Curi. Dava uma agonia danada, porque se você não estivesse ligadão no jogo vivia uma intensa emoção até ele parar de gritar gooooooooooooooooooooooooool e anunciar o time que o havia feito. Era muito bom!
2.
Diego Lopes | 16 março, 2008 às 1:06 am
Sensacional!!! Salve Tatá, seja sempre
bem-vindo a este humilde blog.
3.
Gutemberg | 16 março, 2008 às 5:22 pm
Fala Emerson! Parabéns pelo blog!!!
Um grande abraço!
4.
roque miguel | 18 março, 2008 às 10:38 pm
fala galera do áudio e net
o blog esta muito bacana direto, informativo e muito divertido
e bem gostoso de navegar da ate vontade de comentar…
abraços e parabéns